Sarajevo: um pedaço do Império turco-otomano nos Bálcãs

O império turco-otomano esteve presente nos Bálcãs por um bom bocado de tempo (não pesquisei exatamente quanto). De qualquer forma, é visível ao viajar por esta região os vestígios da influência turca na arquitetura, na comida, na música; até no consumo de narguilé.

Vista da parte antiga de Sarajevo

Vista da parte antiga de Sarajevo

Dentre todos os lugares que visitei até agora nos Bálcãs, Sarajevo é onde as marcas turco-otomanas são mais evidentes. A presença de mesquitas por todas as esquinas e o uso de véu pelas mulheres (o higab) dão uma cara especial a Sarajevo.

Cercada de montanhas, a cidade é acolhedora, as pessoas são simpáticas e receptivas – nem de longe lembra que o país viveu tristes momentos de guerra há alguns anos atrás.

Quanto às marcas da guerra, ainda é possível ver pela cidade prédios com furos de balas nas paredes; os vestígios ainda persistem…

Mas voltando ao assunto, Sarajevo é ponto obrigatório para quem passar pelo Leste Europeu. Além de acolhedora, é uma bela cidade com uma rica história, fácil de se locomover, e ainda por cima, muito barata. Foi marcante ver ao andar pela cidade, sobretudo na parte central, ver cristãos e muçulmanos compartilhando os mesmos espaços.

  1. O que experimentar?
  • Cevap: originário de Sarajevo, o cevap é um tipo de carne de hamburger assada na grellha acompanhada de pão e cebola. Em nenhum outro lugar você vai ver cevap com a mesma qualidade!

    Cevap: carne assada, pão e cebola

    Cevap: carne assada, pão e cebola

  • Café turco: para quem não gosta do café turco por ser forte, vale experimentar o café turco na Bósnia, que costuma ser doce.
  • Burek: folheado de carne ou de espinafre, típico dos bálcãs. Foi o melhor que já comi!

    Burek: folheado de carne ou espinafre

    Burek: folheado de carne ou espinafre

  • Cerveja Sarajevsko: típica da cidade, pode ser encontrada nos mercados a preços baratos!

2. Dica

  • A vista de Sarajevo de cima é sensacional! E opções para isto não faltam!
  • Não deixe de comer numa pekara, um misto de padaria e fast food a preços baratos, bem comum nos países balcânicos
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O melhor do Egito são os egípcios

Ao pensar em desenvolver o turismo num determinado local, muito se pensa logo em hotéis, resorts boates, souvenirs, eventos… Mas a um ponto crucial costuma não ser dada atenção: as pessoas que vivem no local.

Qualquer lugar é o reflexo de sua gente, por bem ou por mal, e não do que tenta aparentar através de mídia e estrutura imobiliária. Um lugar não preciso ser branco, dourado e cercado de grifes famosas para ser interessante, ao contrário do que muita gente imbecil pensa – a exemplo da tal de Beverly Hills catarinense.

É impossível não notar a receptividade por parte da maioria dos egípcios

É impossível não notar a receptividade por parte da maioria dos egípcios

Primeiro de tudo, um lugar para ser atrativo precisa de pessoas interessantes, que tenham história, tradições e lições a mostrar aos visitantes – eis o que aprendi na Índia e no Egito. Precisa de pessoas que saibam lidar com o diferente, ao invés de bairristas e provincianos que se acham os “donos do pedaço”; que saibam mostrar ao mundo quem realmente são.

A receptividade dos egípcios é o que mais me marcou no Egito, ao invés das pirâmides, do Rio Nilo, das belezas de Alexandria, dos desertos e de tudo o mais que vi no país. Ao perguntar um endereço, qual ônibus pegar, qual estação de metrô, pude ver centenas de vezes o quanto orgulham de receber estrangeiros, mesmo que o país esteja vivendo um momento difícil.

E ao ver um estrangeiro se esforçando em aprender o árabe, então, sem comentários! Ser recebido e tratado desta forma aniquila de vez qualquer imagem negativa que queiram veicular sobre o Egito. Visitar este país é uma lição básica para se aprender o que é turismo.