The Art of Self-Growth: What is your “Practice” ?

Avatar de milenanguyenSoulful Garden

We know our struggles. Personal ones: unfulfilled dreams, ruined relationships, dull work, stress, dark thoughts, headache, or back pain. Most of us run away from them by getting busy with work, TV shows, the internet. The remaining few, more aware ones, try to find a solution.

My work in holistic health makes me sensitive to others’ struggles. Many come to me, wounded, asking for a cure. Their symptoms may differ but the reasons are always the same: they lack nurturing.

Imagine yourself to be an apple tree. When apples taste bad, you don’t poke them with a stick; you find out what’s going on down below. You water, you fertilize. You tend the roots. That’s why we need a practice.


a practice

2013-05-04 16.13.57-2A practice is done daily and regularly. It is not work-related. It is a gift we give to ourselves.

A practice brings you joy and energy.

A practice is inarguable…

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O que um trânsito caótico pode te ensinar?

À primeira vista, pode ser assustador, sobretudo para aqueles que não estão acostumados a ver…. A ver o quê? Carros, motos, bicicletas, elefantes, camelos; e daí? Quem já esteve na Índia e no Egito (ou em algum outro país que tenha uma realidade semelhante) sabe o que estou falando.

O trânsito é caótico! Nenhuma queixa do meu lado, pois reclamar não faz parte das minhas atitudes, eu até sinto saudade das buzinas e da aparente falta de ordem do trânsito em 2 países que marcaram a minha vida.

Junto à saudade, vieram as lições aprendidas ao refletir minha posição e minhas atitudes naquele trânsito doido e excelentes reflexões que fazem um perfeito paralelo às nossas atitudes para com as nossas vidas. Como assim?! Então, vamos refletir:

  1. Oportunidades à vista: você pretende ir do ponto A ao ponto B. Independente de simplesmente atravessar a rua, de percorrer quilômetros no trajeto casa-trabalho, você tem um objetivo de chegar ao seu destino pretendido, certo?  Num paralelo com a sua vida, você sabe o que pretende conquistar para você viver como sonha? Visualizar os seus objetivos é o primeiro e mais importante passo!
  1. Corra os riscos:  Mas… Ao ver todos os tipos de veículos sem nenhuma ordem, ou aparente falta de ordem num conceito ocidental, você sente medos: de ser atropelado, de não conseguir sair do meio da rua, etc.  Os inúmeros veículos e quaisquer elementos que você ver no meio do caminho lembram as pressões, os desencorajamentos, as dificuldades, os imprevistos, etc. E aí, vai tremer? Vai deixar de buscar os seus objetivos?
  1. Tudo em perfeita ordem: você atravessa a rua em meio a carros, autorickshaws, elefantes, camelos, ônibus, motos, etc. e chega aonde pretendia. E depois de chegar, valeram aqueles medos antes do primeiro passo? À medida que este hábito é internalizado na sua rotina, passa a ser a coisa mais normal do mundo.

Assim é o mundo e a vida. Milhares de movimentos individuais que, aparentemente caóticos e sem direção, formam uma perfeita e harmônica ordem. Algo que pode ser resumido na frase que li no livro Work the system de Sam Carpenter de Henry Miller: “Confusão é uma palavra que inventamos para uma ordem que não entendemos.”

Tudo é uma questão de perspectiva, inclusive caos e ordem. Entenda seus objetivos, os caminhos que você precisa percorrer e tudo fluirá naturalmente na hora certa!

Por que viver num país emergente?

Muitos brasileiros vão para a Europa e lá aprendem a usar o transporte público, a enxergar como é viver diante de um menor abismo social, a viver de uma forma mais austera, a deixar de lado os padrões supérfluos da classe média brasileira, entre outras tantas descobertas. Algo que à primeira vista é lindo e maravilhoso.

Mas eu pensei, e pra quem se acostumou com Índia e Egito? De todos os países que visitei até agora, estes 2 foram o que mais me marcaram. Muitos me vêem como maluco e não estou nem aí para opiniões alheias… Fui a ambos os países porque eu quis, jamais reclamei de poeira, do calor entre 45ºC e 50ºC, do frio do deserto, das realidades nada glamourosas à minha volta.

Eu no Festival de Navatri, uma das tantas experiências que vivi na Índia

Eu no Festival de Navatri, uma das tantas experiências que vivi na Índia

Mas vou responder porque viver na Índia e no Egito foram experiências marcantes e fez com que eu criasse raízes em ambos os países.

Aprendi que a vida é algo imprevisível, e eis a graça de viver. A vida não pode ser reduzida a meros números, horas, minutos e segundos. Não saber o que acontecerá daqui a 1 hora (e menos ainda amanhã) nos livra de quaisquer apegos e medos, nos liberta para o que der e vier e faz com que ouçamos as nossas próprias vozes.

Descobri que somos o que pensamos! Algo tão simples, e você precisou atravessar o mundo pra isso? Sim, porque experiência apenas obtemos quando sentimos na pele, e não dando sermões e lição de moral por aí afora. Em meio ao que conceituamos como as piores condições de vida, vi pessoas sendo realmente felizes,  dando duro rumo aos seus sonhos e ambições (quantas pessoas abrem mão dos sonhos em nome de conforto, status, pressões externas, o que seja?), não reclamando e nem jorrando raiva por pequenas coisas.

Bate-papo, reflexão, estar com os amigos: esse é contexto da shisha

Bate-papo, reflexão, estar com os amigos: esse é contexto da shisha

Senti na pele que a vida pulsa em todas as nossas atitudes diárias! Seja batendo boca ao barganhar, buscando alternativas quando ouvimos um não à nossa frente ou diante de um diário imprevisto; a vida pulsa de fato quando não perdemos tempo enganando a nós mesmos!

Tive lições práticas de hospitalidade, até de pessoas que não conheço.  Tomando um chá, uma cerveja, fumando uma shisha (o famoso narguile, que tanto adoro!) ou simplesmente pedindo uma ajuda a desconhecidos, vivi muitas das simples experiências que marcaram as minhas andanças! Porque atingimos o nosso melhor potencial quando deixamos de lado mesquinharias, quando percebemos que somos apenas mais um num universo que vai continuar mesmo que morra amanhã.

Visitei lugares extraordinários! Não há fotos no Facebook que possam descrever os aprendizados que obtive ao me colocar diante de experiências, pessoas, idiomas, histórias, tradições inusitados. Torre Eifel, Big Ben, Coliseu, para monumentos, uma foto basta! A experiência de se pôr em outras perspectivas é indescritível!

Na volta ao Brasil, vieram as saudades da Índia e do Egito, que mato frequentemente mantendo contato com os amigos que lá estão, preparando a chai indiano e a shisha do jeito egípcio. Irei muitas vezes a estes 2 países ao longo da minha vida.  Mas o melhor a ser feito é tirar partido das mudanças que obtive. Os resultados, eu mesmo descobrirei daqui pra frente.

A volta à Índia em 80 horas

Bom galera, ao longo dos meus 8 meses na Índia, fiz inúmeras viagens de ônibus e sobretudo de trem. As linhas ferroviárias ligam todas as regiões do país entre si, incluindo trechos de 3 ou 4 dias de trem.

Imagem da estação de trem em Jaipur

Imagem da estação de trem em Jaipur

Pois é, eu mesmo viajei 40 horas numa das viagens que fiz: de Jaipur a Bangalore. A viagem se deu por motivos pessoais, mas me surpreendeu muito por possibilitar enxergar a Índia de norte a sul, da cabeça aos pés literalmente. E de fato, foi uma das viagens mais marcantes da minha vida!

Saindo de Jaipur, ao norte do país no estado do Rajastão, estava mais que familiarizado com aquela Índia caótica, de multidões, cores e buzinas por todos os lados – e foi o que mais me marcou no país. Ao atravessar o país, pude ver imensas áreas florestais, dezenas de pequenas cidades e vilarejos que ainda não viram a globalização, as áreas agrícolas que produzem o que se come no país.

Por dentro de um trem Sleep Class

Por dentro de um trem Sleep Class

E ao chegar a Bangalore, no sul do país, vejo uma metrópole que por todas as esquinas deixa evidente que é um dos pólos de TI que movimentam a economia indiana. Business Parks e edifícios a cada esquina, ruas asfaltadas, casas com arquitetura britânica; em muitas partes da cidade, eu me sentia numa comunidade indiana nos EUA, no Canadá, no Reino Unido, mas não na Índia.  Senti saudade das buzinas, de atravessar as ruas em meio a carros, autorickshaws, camelos e elefantes.

Aí eu me dei conta de que cada estado na Índia é de fato um país: os lugares que visitei eram totalmente diferentes um do outro em todos os aspectos possíveis de se imaginar, desde a arquitetura até o comportamento das pessoas.  Cada estado é diferente do outro em todos os aspectos:  a paisagem, o clima, a arquitetura, as vestimentas, a comida, as línguas locais, as pessoas são diferentes.

Uma das tantas paisagens que percorri de trem

Uma das tantas paisagens que percorri de trem

40 horas que se passaram muito mais rápido do que poderia imaginar, e outras mais de 40 horas para voltar a Jaipur, de Bangalore a Delhi e de lá a Jaipur. Foi uma volta à Índia em 80 horas.

O Festival de Música e Dança na Letônia

O Festival Nacional de Música e Dança na Letônia – ou Latvian Song and Dance Festival – é um evento realizado a cada 5 anos reunindo grupos de dança e música de todo o país, cuja primeira edição foi realizada em 1873.

Festival Nacional de Música e Dança. Riga, Letônia.

Festival Nacional de Música e Dança. Riga, Letônia.

Além de reunir em Riga, a capital da Letônia, grupos folclóricos de todas as partes do país; o festival proporciona à cidade um clima de celebração das tradições nacionais e regionais letãs. Além disso, tem sido um importante instrumento de manutenção da identidade nacional letã desde a sua primeira edição, sobretudo durante o período em que o país foi ocupado pelo regime soviético.

Logo na minha chegada a Riga, senti a atmosfera deste festival ao ver ensaios e apresentações por toda a parte antiga da cidade. Ônibus e grupos vestindo diferentes trajes e cantando diferentes canções em dialetos locais.

O mais marcante, contudo, foi no dia seguinte, exatamente na data de apresentação do festival. Fui muito sortudo ao conseguir um ingresso através de uma amiga minha, visto que na entrada do festival havia pessoas se oferecendo para comprar ingressos, em vez dos tradicionais cambistas.

Apesar de não entender o conteúdo das músicas, foi impossível não se contagiar pela vibração dos participantes do evento e dos maestros que esbanjavam energia. Mais que recomendo a ida a este festival! Mas atenção, o próximo é só em 2018!

Minha chegada à Ucrânia

Pois é pessoal, minha chegada à Ucrânia foi um típico cenário aventureiro: desde a saída da Romênia acelerando para pegar os ônibus, ter de ensinar aos policiais ucranianos que brasileiros a turismo não precisam de visto, e depois de ter o passaporte carimbado, horas de viagem até Odessa, meu primeiro destino no país.

Kiev, Ucrânia

Kiev, Ucrânia

Bom, vamos falar sobre o visto! Devido a um acordo entre Brasil e Ucrânia, se não me engano desde 2011, brasileiros a turismo podem permanecer sem visto por até 90 dias. Comigo aconteceu o fato de os policiais na fronteira “não saberem”, ou fingirem não saber, deste acordo. Me perguntaram sobre o visto, expliquei-lhes sobre o acordo, titubearam quando respondi afirmativamente que tenho amigos ucranianos e me prontifiquei a contatá-los.

Leram uma lista que apontava países dos quais não é necessário visto, fizeram joguinhos checando se meu passaporte era verdadeiro (palhaçada!)… Foi só eu falar em ligar para a embaixada que eles se decidiram e carimbaram meu passaporte de vez.

Mais que recomendo viajar à Ucrânia, mas ter atenção que a polícia por lá é bastante corrupta. É bem comum policiais quererem arrancar dinheiro de quem parem no meio do caminho. A dica é:

– se possível, imprimir algo oficial que mencione o acordo entre Brasil e Ucrânia;

– ter o telefone da embaixada do seu país;

– carregue sempre cópias do seu passaporte, jamais seu documento original!;

– caso os policiais insistirem, pressione-os sobre ligar para a embaixada;

– e claro, jamais pagar propina!

Fique ligado e tenha uma ótima viagem nesse fascinante país que é a Ucrânia.

Microbus: as artérias das cidades egípcias

Como muitas metrópoles mundo afora, Cairo e Alexandria tem um trânsito intenso e congestionado. Ainda assim, o transporte público em ambas as cidades é melhor que o de muitas cidades brasileiras.

Um papel importante no transporte público em Cairo e em Alexandria, assim como em outras cidades egípcias, é feito pelos micro-ônibus; ou microbus ou minibus como chamam os egípcios, aquelas vans em cor branca e azul semelhante à Topic.

Típicos micro ônibus utilizados no Egito

Típicos micro ônibus utilizados no Egito

O metrô em Cairo cobre apenas uns 15% da cidade, as linhas de ônibus se concentram nas áreas centrais e os tuk-tuk (os autorickshaws indianos) se restringem nas periferias em volta da área central. Então, os micro-ônibus são as artérias das cidades egípcias, pois ligam as diversas partes de um bairro ao “centrinho” do bairro, assim como às outras áreas da cidade a um preço barato e rápido.

Contudo, o mais curioso é a forma de pagamento dentro de um micro-ônibus. Cada passageiro paga (normalmente em moedas) a quantia proporcional à distância diretamente ao motorista. O dinheiro passa de mão em mão até chegar a alguém lá da frente que confere a quantia de dinheiro e o número de passageiros.

Então, nos vemos até o próximo microbus, opa egyptian style! Maa salam!

Sarajevo: um pedaço do Império turco-otomano nos Bálcãs

O império turco-otomano esteve presente nos Bálcãs por um bom bocado de tempo (não pesquisei exatamente quanto). De qualquer forma, é visível ao viajar por esta região os vestígios da influência turca na arquitetura, na comida, na música; até no consumo de narguilé.

Vista da parte antiga de Sarajevo

Vista da parte antiga de Sarajevo

Dentre todos os lugares que visitei até agora nos Bálcãs, Sarajevo é onde as marcas turco-otomanas são mais evidentes. A presença de mesquitas por todas as esquinas e o uso de véu pelas mulheres (o higab) dão uma cara especial a Sarajevo.

Cercada de montanhas, a cidade é acolhedora, as pessoas são simpáticas e receptivas – nem de longe lembra que o país viveu tristes momentos de guerra há alguns anos atrás.

Quanto às marcas da guerra, ainda é possível ver pela cidade prédios com furos de balas nas paredes; os vestígios ainda persistem…

Mas voltando ao assunto, Sarajevo é ponto obrigatório para quem passar pelo Leste Europeu. Além de acolhedora, é uma bela cidade com uma rica história, fácil de se locomover, e ainda por cima, muito barata. Foi marcante ver ao andar pela cidade, sobretudo na parte central, ver cristãos e muçulmanos compartilhando os mesmos espaços.

  1. O que experimentar?
  • Cevap: originário de Sarajevo, o cevap é um tipo de carne de hamburger assada na grellha acompanhada de pão e cebola. Em nenhum outro lugar você vai ver cevap com a mesma qualidade!

    Cevap: carne assada, pão e cebola

    Cevap: carne assada, pão e cebola

  • Café turco: para quem não gosta do café turco por ser forte, vale experimentar o café turco na Bósnia, que costuma ser doce.
  • Burek: folheado de carne ou de espinafre, típico dos bálcãs. Foi o melhor que já comi!

    Burek: folheado de carne ou espinafre

    Burek: folheado de carne ou espinafre

  • Cerveja Sarajevsko: típica da cidade, pode ser encontrada nos mercados a preços baratos!

2. Dica

  • A vista de Sarajevo de cima é sensacional! E opções para isto não faltam!
  • Não deixe de comer numa pekara, um misto de padaria e fast food a preços baratos, bem comum nos países balcânicos

Sérvia: as marcas da guerra e a nostalgia da Antiga Iugoslávia

Bom, a atual Sérvia até uns 2003 era apenas uma parte da Iugoslávia, junto com a Croácia, Macedônia, Eslovênia, Montenegro e Bósnia até a morte do ditador Tito, que reinava há 40 anos no poder com autoridade e destreza. E até 2006, o país se chamava Sérvia e Montenegro, quando Montenegro passou a ser independente.

Túmulo onde está enterrado o Tito, que governou a Iugoslávia por 40 anos

Túmulo onde está enterrado o Tito, que governou a Iugoslávia por 40 anos

Nos últimos, a história dos países balcânicos, entre estes a Sérvia, tem sido marcado por conflitos e movimentos separatistas da Iugoslávia. A história destes conflitos, que ainda deixa marcas profundas na vida de muitas pessoas nessa região, é complexa e remonta há séculos; mas como muitas outras guerras, o pano de fundo é o jogo político.

Não tenho por objetivo aprofundar a história dos conflitos que ainda marcam muito estes países, inclusive a Sérvia. A vida voltou ao normal para muitos sérvios há tempos, mas ao conversar com as pessoas é visível ver as marcas que estes conflitos ainda deixam na memória de muitas pessoas.

Muitos sérvios tem histórias relacionadas aos conflitos que assolaram a região – a exemplo tiroteios, bombardeios, amigos e familiares que morreram – como muitos brasileiros tem história de assaltos para contar.

Prédio que foi bombardeado por aviões americanos, no meio da cidade de Belgrado

Prédio que foi bombardeado por aviões americanos, no meio da cidade de Belgrado

Ninguém na história é santo: sérvios, croatas, bósnios, albaneses, eslovenos; todos tem a sua fatia de responsabilidade no conflito. Mas nem de longe se justifica a demonização das pessoas que vivem nos balcãs, sobretudo dos sérvios que tiveram de lidar com embargos políticos e econômicos desde o início dos conflitos.

Isso rende muita polêmica se analisar a guerra e as atuais consequências em andamento. Os líderes pela independência de Kosovo, por exemplo, são traficantes e contaram com o apoio dos EUA do momento em que aviões americanos apareceram para bombardear a região.

De qualquer forma, a vida segue, e as marcas da guerra ainda vão perdurar por gerações. Mas uma coisa que tenho percebido é a nostalgia da antiga Iugoslávia por parte das pessoas locais, sobretudo após a separações entre os países.

Mais que separação territorial e cultural, as guerras destruíram de vez a infra-estrutura destes países, prédios (inclusive residenciais), usinas de energia, etc. não escaparam das balas e bombas. Além disso, segue o desafio de estes países se adaptarem à atual economia globalizada sem o suporte do antigo governo iugoslavo que mantinha um forte regime assistencialista.

Na Índia, os mano pira com estrangeiras!

Bom galera, em meio a notícias de estupro e assédio sexual na Índia, decidi escrever este post. Mulherada, isso não é brincadeira!

A Índia não é um país violento, mas muito conservador no que se refere à condição da mulher. Vamos abrir o jogo, é uma cultura machista e conservadora; logo, há cuidados a se tomar! Mulheres indianas, tais quais em outros países conservadores, não tem a mesma liberdade que você tem na maior parte do mundo ocidental: como sair sozinha pelas ruas à hora que bem entender sem ser importunada, por exemplo.

As notícias de agressão sexual na Índia tem repercutido muito desde final de 2012

As notícias de agressão sexual na Índia tem repercutido muito desde final de 2012

Como também ocorre em países conservadores, mulheres estrangeiras na Índia são vistas como fáceis, logo, muito pilantra aproveita para tratá-las de uma forma com a qual jamais trataria uma mulher local, como chegar passando a mão (e daquele jeito!), te olhar de um jeito descarado, vamos assim dizer! De um outro lado, tenta fazer o mesmo com uma indiana pra ver a confusão que dá com a família dela…

Além disso, na mídia indiana, inclui-se Bollywood, a figura da mulher de pele branca é veiculada como uma padrão de beleza exótico, acima da média! O combo vagina + pele branca move montanhas, literalmente! Consequência: os indianos piram quando vêem uma gringa! Olham daquele jeito comendo com os olhos, o que costuma deixar muitas estrangeiras em situação desconfortável.

Andar com estrangeiros na Índia é cool, e sobretudo sair com uma mulher estrangeira, que é o máximo! Fora de Delhi e de Mumbai, as grandes metrópoles culturais, é comum estrangeiros serem assediados por todos os tipos de convites – na maior pagação de pau – para festas e eventos, e até terem status de celebridades locais.

Bom, mas nada nesse mundo é de graça! É necessário tomar o cuidado com estes convites, sobretudo as mulheres, porque muitos rapazes indianos estão sempre pensando em como usá-las da seguinte forma:

  • Sexo fácil, porque com indiana não rola nem f#d$%@;
  • Usar a guria para show off, já que isso é o máximo….;
  • Não pagar a entrada na balada, pois em muitos lugares na Índia casais não pagam entrada;
  • Promover negócios, pois mulheres estrangeiras são um atrativo e tanto numa festa, que possibilita bares e boates cobrarem preços altíssimos pela entrada(e muitos indianos pagam!).

Tomando os cuidados e evitando as más companhias, sem problemas! Mas não dá pra vacilar mesmo! Mesmo que não haja nenhum relacionamento, os homens indianos em geral são possessivos: você entende que ele é seu amigo, mas ele entende você é a garota dele (naquele pensamento she’s my girl). Uma vez que eles se vêem no seu círculo social, eles se sentem com o direito de invadir a sua privacidade e decidir seu direito de ir e vir, e depois pra sair do cerco não é fácil não….

Conviver com isso não é nada fácil, mesmo eu sendo homem já saí em bate-boca e dei tapas na cara de muito indiano que passou a mão em alguma amiga minha (isso me dá raiva só de pensar…) A solução? Primeiro, ter muita atenção em quem confiar, bom lembrar que indianos confiam em poucas pessoas fora do círculo familiar… Além disto, vale ter atenção com os seguintes pontos:

  • Nada de decotes e roupas chamativas;
  • Evitar sair sozinha à noite e transitar em locais vazios;
  • Viajar em grupo;
  • Ao utilizar transporte público, pegue a ala reservada às mulheres e  caso for misto, evite horários de superlotação;
  • Tomar cuidado com os convites e os show-off de muitos rapazes indianos que vão aparecer em seu caminho.

Espero ter esclarecido um pouco a respeito disso, visto que é o maior choque cultural de uma mulher estrangeira que decide ir para a Índia. Em casos de dúvidas ou polêmicas, comentários são mais que bem vindos.